Quando uma mancha aparece, o primeiro passo é identificar do que se trata. E só uma dermatologista pode examinar e diagnosticar que tipo de mancha é aquela. Isso é fundamental para o sucesso do tratamento. A seguir, eu conto um pouco sobre as diferenças entre melasma e rosácea, dois tipos de manchas muito comuns, mas lembro mais uma vez: não deixe de consultar seu médico para ter o diagnóstico adequado e o tratamento preciso.
Melasma:
Melasma é uma hiperpigmentação da pele que resulta na formação de manchas castanho-escuras ou marrom-acinzentadas, com limites bem demarcados, mas formato irregular. Aparecem, geralmente, nas maçãs do rosto, na testa, no lábio superior, no queixo e nas têmporas, mas também podem surgir no colo, pescoço e antebraços.
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O melasma pode ser causado pelo uso de contraceptivos orais, reposição hormonal, gravidez, exposição ao sol, estresse… Tudo isso deve ser avaliado em uma anamnese com o dermatologista para que o resultado do tratamento seja eficaz. O melasma é uma condição crônica, mas felizmente tem controle.
Eu tenho melasma e sempre falo que me libertei dessa doença que abala nossa autoestima e qualidade de vida, chegando a interferir no desempenho profissional e pessoal. De tanto sofrer com o melasma, resolvi me especializar no assunto e hoje busco democratizar informações para que mais pessoas consigam ter o controle da mancha como eu. Para isso, criei o perfil no Instagram Melasma Tratamento, tenho vários vídeos no YouTube sobre o assunto e criei até um curso online para pacientes com melasma.
Há vários tipos de melasma, e ainda pode haver uma sobreposição de características. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para o sucesso do tratamento. De forma geral, além da aplicação sistemática do protetor solar, o tratamento do melasma inclui o uso tópico de clareadores e lasers… Em geral, melasmas recentes podem ser tratados apenas em casa, e melasmas profundos ou resistentes precisam de procedimentos complementares, como lasers.
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Rosácea:
Assim como o melasma, a rosácea também não tem cura, mas os tratamentos adequados podem controlar os sintomas e evitar que a doença piore. A doença ganhou os holofotes quando o goleiro brasileiro Alisson Becker apareceu com o rosto todo vermelho com pústulas na copa do mundo da Rússia.
A rosácea é uma alteração da contração e dilatação dos vasos da face e costuma aparecer de diferentes maneiras: vermelhidão, bolinhas vermelhas e pústulas que podem provocar ardência em áreas como as maçãs do rosto, nariz, testa e queixo. Frio e calor em excesso, vento, café, álcool, pimenta, banho quente e estresse podem agravar o problema, sem falar que a pessoa com rosácea pode ter a pele sensível a alguns cosméticos, por isso é importante evitar produtos como ácidos.
De forma geral existem quatro tipos de rosácea:
- Eritemato telangiectasia: é a que faz com que a pele fique vermelha e pode gerar ardência. O tratamento inclui remédios tópicos anti-inflamatórios ou laser;
- Pápula pústula: além da vermelhidão, podem surgir lesões parecidas com a acne. Antibióticos via oral e outros remédios podem ser usados;
- Fimatosa: a inflamação deixa a pele mais espessa e vermelha. Em alguns casos, o nariz pode até dobrar de tamanho e é necessário intervenções cirúrgicas;
- Ocular: pode gerar descamação e vermelhidão próximo aos cílios e até irritação na região branca dos olhos. O tratamento deve ser feito através de medicações específicas prescritas pelo oftalmologista e dermatologista.
Viu que não é brincadeira? Então, diante de uma alteração na pele, não pense duas vezes: procure o dermatologista de sua confiança o quanto antes e não deixe o quadro piorar.

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